• Arthur Camargo

Cidades Inteligentes e oportunidades de negócios


Poluição, aquecimento global, congestionamento, estacionamento, segurança são alguns dos problemas vividos diariamente pela população mundial. Quem nunca se estressou no trânsito? Teve medo violência em sua cidade? Sofreu pelas causas ambientais? Pensando em soluções criativas e sustentáveis para esses problemas, as cidades inteligentes estão se tornando exemplos ao redor mundo.

O enfoque das Smart Cities ou Cidades Inteligentes é na cidade sustentável e criativa, que realiza planejamento urbano e faz uso estratégico dos recursos visando o desenvolvimento econômico. O uso das tecnologias da informação e comunicação é ponto importante para encontrar e possibilitar soluções inovadoras que contribuem para melhorias no espaço urbano. Dentre as ações adotadas, estão a utilização de transportes não poluentes, reaproveitamento de água, energias limpas, coleta inteligente de lixo, política de benefícios para a população que adota práticas sustentáveis e outras.

Mobilidade urbana é tema central na abordagem das cidades inteligentes. Na Coreia do Sul, existem cidades planejadas que reprogramam os semáforos a partir das condições do tráfego, que são detectadas por sensores subterrâneos. As ciclovias também se mostram como alternativa viável para redução da poluição e melhoria da mobilidade urbana.

No Brasil, também é possível encontrar exemplos interessantes como o IPTU verde, estratégia adotada em várias cidades ao redor do mundo. Consiste na concessão de desconto no IPTU para imóveis que adotarem medidas sustentáveis, que estão ligadas à construção da residência com uso de materiais ecológicos, à captação da água de chuva, à instalação de sistema de energia solar ou eólica, à utilização de iluminação natural, dentre outras. Os descontos também dependem da medida adotada e regras da cidade. Em Salvador, por exemplo, o desconto pode chegar até 10% e é concedido a partir da pontuação obtida no Programa de Certificação Sustentável.

Os avanços tecnológicos, os protocolos, códigos internacionais e os consumidores mais conscientes estão colocando desafios e também oportunidades para as empresas. Uma oportunidade latente está ligada à estrutura pública e privada para atender a utilização dos veículos elétricos. A eletromobilidade é uma realidade que as empresas podem aproveitar e transformar em oportunidades de negócios.

Outro caminho interessante é a utilização de painéis fotovoltaicos, que são sistemas para captação de energia solar. O Brasil tem muito potencial para utilizar esta tecnologia e, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a quantidade de energia solar que os telhados brasileiros captariam com esses painéis superaria a geração total de eletricidade do país, caso eles estivessem na maioria das casas. No entanto, ainda existem barreiras para a adoção da tecnologia, como a falta de incentivo governamental e o alto custo.

Vale a inspiração em países como a Alemanha, que é destaque na transição para energias renováveis. A cidade de Munique assumiu o compromisso de suprir sua necessidade energética com 100% de energia renovável até 2025. Considerando que a energia solar é competitiva na comparação com fontes energéticas mais tradicionais, o governo alemão concede incentivos para a instalação de painéis fotovoltaicos.

Nos Estados Unidos, já estão disponíveis no mercado tecnologias para descobrir telhados das casas com potencial para instalação ou preparação da construção para instalação dos painéis fotovoltaicos. Neste sentido, uma estratégia interessante é sensibilizar os arquitetos para planejar casas já pensando na posição do telhado para que seja favorável a captação de energia.

Ainda na perspectiva dos negócios, vale comentar sobre o Zero Energy Building, conhecido também como ZEB. São empreendimentos sustentáveis, em que a quantidade de energia utilizada é aproximadamente igual à quantidade de energia que o próprio local produziu ou adquiriu de outras fontes de energia renováveis. A Dinamarca é um bom exemplo de pioneirismo nesta área, inclusive já criou o plano nacional de ação, definindo um conjunto de requisitos mínimos para o desempenho energético dos edifícios.

Mobilidade urbana, questões ambientais, incluindo eficiência energética, mitigação e adaptação das mudanças climáticas são oportunidades de negócios para vários setores da economia como, por exemplo, a construção civil. É possível pensar em produtos, processos, tecnologias, modelos de negócios e tendências como alternativas de negócios e soluções criativas em prol do desenvolvimento econômico e sustentável.

Com isso, é possível perceber que a temática das cidades inteligentes deixa de ser apenas uma discussão acadêmica e ocupa lugar importante nas estratégias dos governos, entidades de apoio, empresas e sociedade. Vale a reflexão!

#CamillaSara #cidadesinteligentes #smartscities

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