• André Luiz Cordeiro Cavalcanti

PARECER OBESO PODE AFETAR SEU SALÁRIO


O mundo moderno tem feito com que as pessoas gastem boa parte de seu tempo determinado a conquistar uma dentre essas duas coisas: ganhar mais dinheiro e ter boa aparência.

O problemas é que na sociedade pós moderna em que vivemos, não nos sobra muito tempo para alcançar ambos os objetivos, e muitas pessoas acabam por ter de optar por um, e abrir mão do outro.

Mas aí vai uma notícia para quem opta por ganhar dinheiro e abre mão de uma boa aparência: pessoas subjetivamente consideradas mais atraentes ganham mais dinheiro. (https://wol.iza.org/articles/obesity-and-labor-market-outcomes/long)

As pessoas, em conjunto, gastam bilhões de dólares a cada ano fazendo pequenas alterações em sua aparência com maquiagem, tintura de cabelo e outros cosméticos. Também gastam bilhões tentando mudar a aparência física com dietas, academias de ginástica e cirurgia plástica.

E isso acontece porque a sociedade recompensa pessoas que são magras e parecem saudáveis.

Bom, como deixei claro acima, a boa aparência é subjetiva. Porém o peso corporal desempenha um papel importante nessas questões subjetivas de atratividade. O índice de massa corporal de uma pessoa - que ajusta o peso de uma pessoa à sua altura - e seu sucesso no trabalho estão altamente correlacionados.

Simplificando, as pessoas magras, especialmente as mulheres, são recompensadas mais do que seus colegas vistos por colegas e chefes como mais gordinhos. Mas observe, esses estudos consideraram apenas como as outras pessoas percebem você.

Em uma outra pesquisa, foi analisado o outro lado: nossa própria percepção de nossos corpos, mesmo quando incorretos, faz diferença? Em outras palavras, se achar gordinho ou sarado afeta seu salário?

(https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1570677X17302617)

Saber se a própria percepção de um trabalhador sobre seu peso faz diferença - e não apenas sobre o do empregador - pode ajudar a determinar a melhor maneira de reduzir o impacto da discriminação de peso nos ganhos.

Em termos simples, isso altera seus salários se você se considera obeso quando não está? Ou se você se considera magro, quando na realidade não é, essa percepção equivocada afeta sua capacidade de encontrar e manter um emprego?

Embora o peso autopercebido, especialmente quando incorreto, possa influenciar a autoestima, a saúde mental e os comportamentos de saúde, não foi encontrada relação entre a autopercepção do peso e os resultados do mercado de trabalho, como salários, semanas trabalhadas e número de empregos.

Em outras palavras, não é o que você pensa sobre sua aparência que importa no local de trabalho, é apenas o que as outras pessoas pensam. Preocupar-se se comer outro biscoito vai fazer você parecer gordo pode prejudicar sua auto-estima, mas pensar que você está com sobrepeso provavelmente não afetará seus ganhos.

Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, embora o peso autopercebido não pareça afetar os salários, ele ainda afeta a saúde mental e física.

Passar por cima de trabalhadores mais pesados ​​para contratar ou promover trabalhadores menos produtivos, mas mais magros, é ineficiente e injusto. Os resultados dessa pesquisa indicam que a expansão dos esforços para reduzir a discriminação com base no peso corporal no local de trabalho é importante.

Uma vez que a percepção do peso dos empregadores é o que importa no mercado de trabalho, as políticas para reduzir a estigmatização social do peso corporal, como reduzir a vergonha do corpo, fazem sentido. Alterar as leis de discriminação para incluir o tipo de corpo como uma categoria também ajudaria. Por exemplo, Michigan é um estado Americano que proíbe a discriminação com base no peso e na altura.

Acreditamos que a expansão dessas proteções tornaria o mercado de trabalho cada vez mais eficiente e justo.

#AndréLuizCordeiroCavalcanti

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