• Lorraina Melo

Cannabis e Cryptomoedas


Se tem uma coisa que muita gente tem falado é sobre essa "tal Bitcoin". Pra quem anda desatualizado ou confuso com tanta fofoca, vou tentar dar uma esclarecida. Bitcoin é um sistema de cryptocurrency ,isso significa que é um sistema de pagamento universal que se tornou tão popular porque funciona sem um “banco central “ ou administrador geral, ou seja, as transações são feitas diretamente, sem intermediário, fato com o qual estamos pouco acostumados. As transações são feitas por criptografia e publicadas numa central pública de informações chamada de Blockchain. Se nesse exato momento você está de pernas bambas e com os olhos lacrimejando, eu aconselho que quando você acabe esse texto você dedique um tempinho da sua vida pra assistir o documentário “Banking on Bitcoin” que você pode assistir no Netflix ( ao invés de assistir aquela serie que você já viu 10x ). (explicações mais técnicas sobre criptomoedas temos várias no www.argt.com.br)

Atualmente a indústria cannábica representa aproximadamente 6 bilhões de dólares dentro do mercado americano e este número está estimado para crescer para 50 bilhões nos próximos 7 anos, segundo os economistas mais pessimistas. Mesmo com tanto dinheiro envolvido, os dispensarys (lojas que vendem maconha) têm problemas na hora de encontrar um banco, pois o número de bancos que estão dispostos a aceitarem renda originada através da maconha é de aproximadamente 500 nos Estados Unidos e esse número se torna ainda menor quando nos referimos a outras áreas da indústria. Apesar desse dado desproporcional, considerando o número de lojas, clientes e investimentos possíveis, a maioria dos bancos, por algum motivo, prefere não se envolver diretamente com a tal mercado.

Tudo isso resulta em dificuldades para as lojas, que, mesmo legalizadas, não conseguem ter acesso a todos os serviços fornecidos pelo banco, como, por exemplo, o acesso às transações com cartões de crédito e débito. Assim, o dinheiro se torna a única opção disponível para as lojas e isso aumenta muito a vulnerabilidade dos comerciantes, sem mencionar os impactos das vendas.

Eis que, diante dessa dificuldade, a Singlepoint e a PostaBT, duas empresas de cryptocurrency da América do Norte, se juntaram para trabalharem juntas em uma proposta promissora para o mercado cannábico. Mesmo já existindo sistemas como Potcoin e Hempcoin, que já funcionam para realizar transações envolvendo nossa querida plantinha, fornecer serviços como cartões com diferentes formas de pagamento e outros serviços similares aos bancários seria um grande diferencial no panorama atual da indústria.

Leslie Brocskor, presidente da firma Electrum partners , que presta serviços de consultoria, disse o seguinte: “Existem menos riscos com transações dentro da blockchain do que com as transações normais nos cartões de crédito". Se todo esse plano for um sucesso, estamos falando da primeira indústria a adotar completamente o sistema de cryptocurrency , o que seria certamente muito impactante para a economia mundial, tendo em vista que isso basicamente significaria uma indústria multimilionária migrando para um sistema financeiro alternativo ao sistema bancário, o que também implica em milhões de consumidores aderindo a esse sistema.

Para Woll Raston , Presidente da companhia Single Point, apoiar e se unir à indústria cannábica representaria uma mudança na reputação do uso de moedas digitais para comércio ilegal. O acordo parece ser favorável para ambos os lados, mas não diminui a preocupação de economistas em relação aos impactos socioeconômicos que essa junção resultaria e também à repercussão dessa atitude em outros países.

#AnaLuizaLemos

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