• Aurélio Maduro

Face a face com a Politica


Na primeira coluna, Baile de Máscaras, tratou-se da nova Comunicação Política. Muitos foram os leitores que pediram para conhecer um pouco mais deste novo momento. Até recentemente, o político se movimentava em idas e vindas a suas bases eleitorais e campanhas políticas (em anos de eleição). Esta última, por sua vez, potencializada pelo financiamento privado, marqueteiros e todo tipo de mágica em busca do voto. Até então, a mídia tradicional (TV, jornais, revistas, rádio) tem a importante função de informar, fiscalizar e denunciar, mas limitada por não possibilitar a participação efetiva e interação dos atores sociais. Elas continuam protagonistas deste papel, inclusive são um dos pilares da democracia.

Com advento da internet, esse protagonismo deve migrar para as mídias sociais que permitem que os cidadãos/eleitores passem a ter a capacidade de interação e participação. Essa relação em alguns países já abrange os parlamentos e governos nacionais. Na Inglaterra, é possível debater e propor projetos de iniciativa popular no site do Palácio de Westminster. No Brasil, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado têm ações no mesmo sentido. Este novo modelo traz uma oportunidade única de dar à população a capacidade de participar do processo e oxigenar a relação política entre o cidadão e seus representantes.


Do ponto de vista da democracia, aqueles que têm compromisso com seu eleitor, têm a capacidade de interagir com a sua comunidade e realmente conhecer suas necessidades e prioridades. Ou seja, esse accountability será permanente. Mas vocês podem me indagar...; Ah! Alguns não vão evitar ser digitalizados? A resposta seria que a humanidade jamais conseguiu controlar a evolução, seja ela qual for.

Outro ponto importante é que quando falamos de interação não está se falando de criar contas nesta ou naquela mídia social. Mas de criar o engajamento do eleitor, de relacionar-se com a sociedade, de trabalhar sobre propostas que cheguem e interessem à comunidade. Talvez o melhor exemplo de político que usou as ferramentas digitais para eleger-se e seguiu operando-as para prestar contas do seu mandato, foi o ex-Presidente Barak Obama. Além disso, Barak tinha o trunfo de ser um líder carismático, assunto para outra coluna.

Em resumo, a tecnologia deve permitir maior diálogo entre eleitores e políticos, desde a eleição até o fim do mandato. Por um lado, permitir que a sociedade participe acompanhando seus representantes, apoiar e/ou criticar causas e projetos. Por outro, possibilitar que os políticos promovam suas ações, avaliem as políticas públicas junto aos usuários, busquem apoio popular e posicionem a opinião pública sobre assuntos da agenda governamental.

A sociedade por sua vez, que vive a maior crise política e econômica de todos os tempos, milhões de desempregados, tem participado mais e principalmente percebido que ela é a única capaz de mudar as coisas por meio de seus representantes e cobrança sistemática.

Bem Vindo ao Mundo 2.0.

#AurélioMadurodeAbreu #Política

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