• André Luiz Cordeiro Cavalcanti

Sofisma Trumpiano


A Saída dos EUA do Acordo de Paris é Apenas um Sofisma Trumpiano

A decisão de Donald Trump de se retirar do acordo climático de Paris foi criticada por líderes políticos, cientistas, ativistas e especialistas em clima. O que poucos esperavam foi o fato de várias empresas também expressarem seu descontentamento com a medida.

Várias empresas globais de origem norte américa, tais como Apple, General Electric, Google, Facebook, Goldman Sachs, Tesla, Morgan Stanley, PepsiCo, Walmart e Walt Disney se comprometeram a continuar com esforços para proteger o meio ambiente.

Até empresas petrolíferas como a ExxonMobil e a Chevron se voltaram contra a decisão de Trump. As mudanças climáticas não podem ser ignoradas, e essas empresas estão melhorando seus resultado com isso.

O Argumento de Trump se baseou na ideia de que o Acordo foi pesado demais para a economia dos Estados Unidos, desempregando americanos (especialmente os mineiros de carvão) com consequente criação de postos de trabalho no exterior.

Não se pode negar que as decisões políticas têm um impacto sobre os negócios, e decidir pela redução na emissão de carbonos de fato prejudicou os empregos no setor. Porém não é possível afirmar que limitar as mudanças climáticas sejam ruins para os negócios. Isso ocorre por que foram feitos muitos investimentos e com isso criado muitos empregos em energia renovável nos últimos anos. Trump parece não saber que nos EUA já existem mais que o dobro de pessoas empregadas no setor de energia solar que no de carvão.

Outro fator importante a se considerar é que muitas das maiores empresas dos EUA são as mais inovadoras. E tem sido seu envolvimento com as mudanças climáticas que levaram a inovações significativas de produtos (verdes) e melhorias de processos que economizaram inúmeros dólares em custos de energia.

Esse tipo de inovação, por sua vez, torna as empresas mais globalmente competitivas. Também melhora sua reputação com os clientes e atrai uma força de trabalho que exige cada vez mais esse tipo de ação de seus empregadores. Essas organizações buscam cada vez mais respostas proativas às mudanças climáticas e as inserem nas suas estratégias, estabelecendo significativa redução de carbono baseada em ciência e metas de sustentabilidade.

Essas empresas também têm buscado sua eletricidade a partir de fontes renováveis ​​e estão oferecendo incentivos a seus funcionários para ajudá-las a reduzir as emissões de carbono.

Os custos no setor de energia renovável estão caindo significativamente, muitas empresas americanas estão simplesmente percebendo as oportunidades comerciais de reduzir suas emissões, produzir sua própria eletricidade limpa e desenvolver produtos e serviços para ajudar os outros a reduzir suas emissões.

A exceção da indústria carvoeira, na maioria dos outros negócios as pressões tanto competitivas como dos acionistas estão levando-os a reduzir suas emissões de carbono. Assim, embora os EUA agora simbolicamente se afastem da política climática, a resposta de seus negócios e cidades provavelmente garantirá que as consequências sejam menos severas do que o temido, por isso a decisão de Donald Trump é mais um sofismo que uma medida politica/econômica efetiva.

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