• André Luiz Cordeiro Cavalcanti

OS FURACÕES TÊM EFEITOS DEVASTADORES NO CARIBEPOR CAUSA DA DESIGUALDADE


O furacão Maria, a 15a depressão tropical desta temporada, bateu forte no Caribe, apenas duas semanas depois que o furacão Irma causou estragos na região.

A devastação na Dominica é "incompreensível", escreveu o primeiro-ministro do país, Roosevelt Skerrit, no Facebook, logo após a meia-noite de 19 de setembro. No dia seguinte, em Porto Rico, a NPR informou através da estação WRTU em San Juan que "a maioria dos ilhéus estavam sem energia elétrica e água. "

Entre as ilhas caribenhas impactadas por ambas as tempestades mortais estão Porto Rico, São Cristóvão, Tortola e Barbuda.

Nesta região, os danos causados ​​por desastres são freqüentemente amplificados por reconstruções desnecessariamente prolongadas e incompletas. Em 2004, o furacão Ivan passou bruscamente pelo Caribe. A economia da região levou mais de três anos para se recuperar. O superávit de Grenada de US $ 17 milhões tornou-se um déficit de US $ 54 milhões, graças à diminuição das receitas e aos desembolsos para reconstrução.

Os efeitos do terremoto de magnitudes 7 que destruiu o Haiti em 2010 não se limitou a matar cerca de 150 mil pessoas apenas no evento. As forças de paz das Nações Unidas, comandada pelo Brasil, deixaram o país este ano lutando, até hoje, contra um surto fatal de cólera.

Os geógrafos Levi Gahman, Lecturer da Radical Geography and Critical Development Studies, , e Gabrielle Thongs, Assistant Lecturer do Geography Department, The University of the West Indies, ambos na St. Augustine Campus , reconhecem como origem da vulnerabilidade do Caribe ao desastre as mudanças climáticas induzidas pelo homem, a desigualdade e o subdesenvolvimento dessas antigas colônias.

Segundo esses geógrafos, o risco de desastres é uma função da exposição a um risco físico de um lugar - ou seja, quão diretamente esse lugar é diretamente ameaçado pelo desastre - e de sua vulnerabilidade social, especificamente, o quão resiliente é aos efeitos desse desastre.

Como tenho escrito aqui, a desigualdade social, de riqueza e de renda é um dos principais males de uma sociedade. Para verificarmos os efeitos dessa mazela, basta comparar o número de mortos no Caribe, região com altos índices de desigualdade, com o número de mortos nos Estados Unidos (não que este último seja exemplo de igualdade, mas não sofre do mesmo mal do Caribe).

Precisamos refletir sobre os efeitos da desigualdade, pois só avaliando as consequências de sua existência, teremos a consciência e a vontade de reduzi-la.

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