• Arthur Mesquita Camargo

A Nova era da Monetização


Você sabe o que é “monetização”? Pelo dicionário, monetização é o ato de monetizar algo, ou seja, transformar bens, serviços, metais, informações e acontecimentos em dinheiro. Em resumo, é o processo de converter qualquer coisa em dinheiro.

Agora, você sabe o que é monetização de site? Bom, agora ficou mais simples. Monetização de site é o ato de você converter o conteúdo do seu site em dinheiro. Agora, vou além do site. E, monetização virtual? Sabe o que é? É a conversão de conteúdo gerado na internet em dinheiro! Estamos falando aqui dos vídeos no youtube, dos influencer do instagram, dos aplicativos para celular, dos joguinhos do facebook e outras dezenas de penduricalhos oferecidos pela rede do Zuckerberg.

Claro, não podemos esquecer do marketing (marketing de dados) gerado pelo Twitter, Viber, Badoo, Tinder, Tumbler, Waza, Whatsapp, Vimeop, Google+, blogsBundlr, Foursquare, Prezi, Wikipedia, Myspace e entre outros! (Ufa!)

Mas quando isso começou? Por volta de 2004, quando a internet amadureceu para um padrão mais dinâmico: deixou de ser um conjunto de links e textos estáticos e começou a viver em um contexto mais participativo, colaborativo e interativo - web 2.0. Foi a época do surgimentos dos wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais, blogs e Tecnologia da Informação. Mas não foi nesta época que a monetização virtual começou, espante-se: foi antes.

A monetização, que conhecemos, começou em 1994, somente quatro anos após o nascimento da internet que conhecemos, o “www” - world wide web. O primeiro marco da monetização foi o banner da AT&T no site Hotwired, por um custo de US$ 30.000 por 3 meses:

Esse foi o primeiro banner comercial da internet!

O Segundo salto da monetização virtual foi com o uso massivo dos diabólicos pop-ups, em 1997, seguindo para o modelo de pay-per-click no começo dos anos 2000, consolidando-se, nessa mesma época, com a criação do Adwords da Google, marco central da revolução da monetização.

Quem se lembra dos malditos Pop-Ups?

Adwords é o principal serviço do Google, representando quase 85% da receita do site de busca, algo próximo a 75 bilhões de dólares. No ano que vem, por cada dólar gasto em publicidade de busca nos EUA, oitenta centavos irão para o Google, e o restante serão divididos entre a Microsoft, Yahoo, Yelp, Amazon, Ask e AOL, de acordo com o último relatório do eMarketer no mercado de anúncios digitais dos EUA.

No cenário Mundial, o Google detém 33% da receita de anúncios digitais, em seguida, vem o Facebook com 16% e, em terceiro, Alibaba, com 8%. Vale ressaltar que o mercado de anúncios digitais chegou a marca de US$ 223,7 bilhões, em 2016.

Não há dúvidas. O mercado de anúncios digitais foi um dos que mais cresceu na últimas duas décadas, com o market share se concentrando em alguns conglomerados gigantescos como o Facebook e Google. Contudo, o cenário para os próximos anos não parece muito estável para essas grande companhias, pois, certamente, estamos entrando em uma nova fase da monetização virtual: as webminers.

Uma webminer é uma aplicação em javascript que pode ser instalada na interface de um site (um blog) e tem o potencial de gerar (minerar) moedas digitais, como a bitcoin, utilizando o poder de processamento dos usuários do site. Em resumo, os donos do sites passam a monetizar o tempo que um usuário fica no seu site e, não, a quantidade de vezes que um usuário clicou em um ads.

Atualmente, no mundo, poucos são os site que se utilizam dessa ferramenta. No Brasil, podemos citar, pelo menos, o site Jornal Livre (jornalivre.com). Teste realizados pelo Portal Gizmodo, confirmar que "com apenas a aba do Jornalivre aberta, o processamento do CPU vai de 8 a 100% em questão de segundos, e tudo por causa de um processo em segundo plano do navegador Chrome".

Veja que diferente da monetização tradicional, não há invasão de privacidade, porque não há acesso de cookies, muito menos problemas ou danos para o usuário. O processo de mineração utiliza, estritamente, uma aplicação web para alugar temporariamente a capacidade de processamento do usuário, evita-se, assim, anúncios constrangedores ou semelhantes.

Claro, estamos vivenciando o encher da maré. Há muita discussão por vir ainda: o mecanismo de Proof-Of-Work é o mais adequado? O consumidor de informações digitais ganhará mais com isso? Monero realmente é a moeda mais adequada para a remuneração? Enfim, ainda há um longo caminho a se percorrer: evolução de tecnologia, cultura, estrutura remuneratória, funcionalidade prática. Nada obstante, ficamos com aquela pulga atrás da orelha, será melhor alugar seu CPU pelo tempo que permanecer no site ou perder a privacidade para gerar anúncios personalizados irritantes?

Enfim, iremos acompanhar a evolução desta monetização virtual via moedas digitais.

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